Desde sempre,
para sempre.

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NOSSA HISTÓRIA

FINAL SÉC. XIX

 A história da marca Duchen se mistura com a história da industrialização brasileira. No final do século XIX, o imigrante francês Pierre Duchen era famoso por comercializar artigos importados em sua loja no centro de São Paulo. Além de vinhos, licores, conservas e mantimentos, um dos produtos de sucesso na Casa Pierre Duchen eram os biscoitos Excelsior, oferecidos em latas de 1 kg e 5 kg, em três diferentes sabores.

Os negócios estavam evoluindo e o Correio Paulistano da época registrou a mudança para uma casa maior na Rua São Bento. 

1908





Percebendo o grande interesse dos paulistanos por amanteigados e cookies trazidos da Europa, Pierre Duchen ampliou a fabricação de biscoitos de marca própria. 

Em 1908, suas iguarias foram agraciadas como o Grande Prêmio e a medalha de ouro na Exposição Nacional, realizada no bairro da Urca, no Rio de Janeiro. 

O evento reuniu autoridades e empresários de todo o Brasil, e a Duchen saiu-se consagrada.

1909





Com o sucesso dos seus biscoitos, Pierre Duchen buscou investidores para fundar uma sociedade anônima. Então, em fevereiro de 1909, o presidente Afonso Pena autorizou o funcionamento no Brasil da Société Anonyme Anciens Etablissements Duchen pour I'alimentation.  

Com sócios na empreitada, o confeiteiro francês construiu duas fábricas: uma na rua Borges de Figueiredo, no bairro paulistano da Mooca (FOTO), e outra na cidade paulista de Jundiaí. A empresa começava a ganhar o país.

1910





Para se diferenciar da concorrência e conquistar ainda mais consumidores, Pierre Duchen tostava os biscoitos por duas vezes, deixando-os sequinhos e crocantes, e os vendia em lindas latas decoradas. Em 1910, a Duchen já era sinônimo de biscoitos. 

Esta década foi marcada pela expansão da empresa pelo país, com a aquisição da Fábrica Amazonas, em Porto Alegre, e a compra de novos equipamentos na Europa. 

Em 1917, a Duchen já tinha uma sede no Rio de Janeiro - então capital do Brasil - e filiais em Pernambuco, São Paulo, Santos e Porto Alegre.

1932





Além dos deliciosos sabores, os biscoitos Duchen conquistavam pela beleza de suas latas. Raríssimas, são vendidas até hoje por colecionadores.

Frequentemente os representantes da empresa visitavam os jornais da época, presenteando com biscoitos sortidos, “recomendáveis pelo sabor e pela finura de sua confecção”, como publicou o Diário de Notícias em 5 de julho de 1932. 

Nesse mesmo ano, a Duchen doou produtos para as viúvas, os órfãos e os mutilados do golpe militar que depôs o presidente Washington Luís e impediu a posse do presidente eleito Júlio Prestes. 

1951





Quando o empresário Carlos de Brito, dono da marca Peixe, adquiriu a Duchen, a empresa deu um salto, tornando-se a maior organização de produtos alimentícios do Brasil. 

Em 1951, foi inaugurada em Guarulhos uma nova fábrica para a fabricação de doces, conservas e biscoitos. Projetada por Oscar Niemeyer, ela ocupava uma área de 200 mil metros quadrados, sendo 30 mil para edificações.

Moderno e sem igual no país, o projeto recebeu o primeiro prêmio na categoria Construção Industrial na 1ª Bienal de São Paulo. Essa foi a primeira e única vez que o renomado arquiteto criou uma planta industrial em toda a sua carreira.

1954





A nova organização de alimentos formada pelas marcas Peixe e Duchen inaugurou um novo momento, principalmente para a empresa de biscoitos, que passou a patrocinar programas de rádio e TV.

Entre tantos patrocínios das marcas estavam o “Big Show” e o “Rock-and-roll Fantasy” na TV Record, “Sítio do Pica-Pau Amarelo” e “Falcão Negro” na TV Tupi, “Caravana da Alegria” na Rádio Tupi e “Alegria dos Bairros” na Rádio Record.

Em 1954, quando o Parque do Ibirapuera foi inaugurado, a Duchen começou a patrocinar o trenzinho que circulava internamente. Quem se recorda?

ANOS 50





Nos anos 1950 a Duchen passou a investir mais em publicidade, anunciando em jornais e revistas, além de lançar novos produtos como o biscoito Reno. Seus anúncios impressos rodavam entre as melhores revistas da época, como a Cruzeiro e a Manchete. 

A empresa continuava crescendo pelo Brasil afora, em estados como o Paraná, e ampliando sua força no Rio de Janeiro. Na década de 50, a Duchen respondia por 70% do mercado de biscoitos do país.

1957





Luiz Valente tinha 20 anos quando começou a trabalhar como mecânico na fábrica dos biscoitos Duchen, no bairro da Mooca. Como tinha paixão por carros de corrida, começou a desenvolver o seu próprio automóvel.

Durante a 2ª Guerra Mundial, o uso de combustíveis foi racionado, e coube ao jovem desenvolver aparelhos de gasogênio adaptados aos caminhões da empresa.

Em 1943, aos 33 anos de idade, Luiz fabricou nas próprias instalações da fábrica o seu primeiro monoposto - veículo para um só ocupante – que foi batizado de Duchen Especial.

Com a nova instalação na Via Dutra, o funcionário chegou a chefe responsável pela oficina mecânica. Com o patrocínio da Duchen, Valente criou três versões do automóvel, e sempre competiu com o número 22.

Em 1957, na primeira edição dos “500 Quilômetros de Interlagos”, junto com Raphael Gargiulo, os pilotos conquistaram o segundo lugar. Em sua carreira, Luiz Valente disputou 39 corridas até se aposentar das pistas aos 55 anos de idade. Uma vida dedicada à Duchen e às corridas.

1970





Inovadora e marcante, o “Biscoiteste Duchen” foi uma promoção que entrou para a história da indústria brasileira de alimentos. Foi também o primeiro programa de TV criado pela filial carioca da agência de publicidade do apresentador J. Silvestre.

Para participar do “teste para a memória e o bom gosto”, o consumidor enviava o rótulo de qualquer lata de biscoito Duchen, respondendo qual era o nome de três produtos em questão. Foram realizados, no mínimo, seis biscoitestes.

O sorteio era realizado na TV Rio e os sorteados podiam “abiscoitar” eletrodomésticos como refrigeradores, fogões, máquinas de lavar roupas e rádios fonógrafos, e até um automóvel. Além do consumidor, também era premiado o revendedor.

1970

No início dos anos 1970, a Duchen adotou uma comunicação mais emocional, como se vê neste anúncio de 1972 na revista Manchete: “Duchen é mais do que biscoito saboroso, fresquinho, estalante: Duchen fala de amor”.

Em 1973, a Duchen foi comprada pelo grupo Fenícia, do empresário Wilson Simeira Jacob, dono da Lojas Arapuã. Com a aquisição, o grupo incorporou um patrimônio de 48 milhões de cruzeiros, assumindo o segundo lugar no mercado de biscoitos.

Em 1975, a empresa lançou a pizza piccola Salchen e a Goiabinha Duchen, famosa pelo comercial na TV com o slogan “quem fica por último fica sem”.

1982





Em junho de 1982, o Grupo Fenícia, dono da Duchen e da Etti, adquiriu também a empresa gaúcha Neugebauer e anunciou o melhor desempenho da sua história, com um faturamento 145% superior ao mesmo período no ano anterior.

Em 1983, duas empresas do Grupo unificaram a distribuição dos seus produtos. A Duchen passou a distribuir os produtos da marca Neugebauer para o Norte, enquanto a segunda distribuiu a Duchen para o Sul.

Como o Brasil vivia em meio a uma inflação, os anúncios dos supermercados enfatizavam o preço do produto.

Duchen. Desde sempre, para sempre.

1986





Em fevereiro de 1986, o Grupo Fenícia passou os direitos de fabricação e comercialização da marca Duchen para a Petybon. 

Em 1989, a Petybon relançou o jingle do trenzinho Duchen, muito popular nos anos 60. A versão modernizada colocou novamente a marca em evidência, após dez anos longe da mídia.

Além da música e um desenho animado, a campanha incluiu material promocional em pontos de venda.

1991





Em 1991, a Lu Petybon passou para as mãos da General Biscuits do Brasil. E com ela, foi também a marca Duchen.

Dois anos depois, a Parmalat adquiriu a fábrica de biscoitos e as operações, descontinuando o uso da marca Lu Petybon. Em seu lugar, surgiu a marca Duchen-Parmalat.

Líder do mercado de leites no Brasil, a Parmalat entrou no segmento de biscoitos em abril de 1994. A empresa importou equipamentos da Itália e investiu US$ 3 milhões no lançamento de sua linha de produtos. A fábrica de biscoitos em Jundiaí (SP) era a única da Parmalat na América Latina.

ATUALMENTE





Depois de mais de 100 anos de vida, a Duchen se orgulha de relembrar toda a sua jornada e de fazer parte também da história do Brasil. Uma marca brasileira de coração, que se apresenta para você de um novo jeito a partir de agora. Com muita alegria e dedicação da equipe Duchen, chegam aos supermercados a nova identidade visual da marca e muitas outras novidades vem por aí!

Duchen. Desde sempre, para sempre.